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Arrais Figueiredo
SV-02

Ventilação industrial e despoeiramento

Projeto de captação na fonte, transporte, diluição e retenção de particulado, definido a partir do processo. Eu estabeleço o critério técnico e a escolha do fornecedor continua sua, com base para comparar propostas em vez de acreditar nelas.

Corte esquemático de sistema de despoeiramento: fonte de emissão sobre bancada, envolvida pela área de contorno, captor, rede de dutos, filtro de mangas com tremonha, ventilador e chaminé de lançamento X
Croqui esquemático · sistema de despoeiramento em corte
01 Abordagem e critério

A vazão é consequência. O que se define antes dela é o projeto.

Existe uma ordem que não pode ser invertida, e ela vale para poeira, para fumo de solda e para vapor de tanque. Primeiro se entende o que a fonte emite, com que granulometria ou concentração, a que temperatura e com que energia. Depois se decide a estratégia, captar na fonte ou diluir, e, principalmente, onde captar, que é a escolha que mais elimina risco. A geometria do captor vem dessa decisão, e só então nasce a vazão.

Quando essa ordem é invertida, e a vazão é adotada antes por analogia com um sistema parecido, o sistema inteiro nasce dimensionado para um número que nunca foi verificado. Duto, ventilador e equipamento vêm todos coerentes entre si e todos errados em relação ao processo. É o sistema que funciona no papel e não captura no galpão.

É por isso que eu não começo pela escolha do equipamento. Ela é a última decisão, não a primeira, e se resolve quase sozinha quando as condições do processo estão levantadas.

O que sustenta o dimensionamento
  • Industrial Ventilation, ACGIHManual da American Conference of Governmental Industrial Hygienists, referência internacional para velocidade de captura, de transporte e geometria de captor
  • EN 1093, sérieNorma europeia para avaliação da emissão de substâncias perigosas por máquinas, incluindo a eficiência de captura de um sistema de exaustão
  • ASHRAE HandbookPsicrometria e comportamento do ar úmido
  • NR-15 e Portaria 3.214/78Limite de tolerância, que é o alvo que o sistema precisa atingir
  • NR-1 e o PGROnde a ventilação é exigida como medida coletiva, antes de EPI

A norma define o limite. Ela não define a solução. É essa parte que fica comigo.

O tamanho da partícula aponta o caminho, e não decide sozinho. Concentração, temperatura, umidade e abrasividade entram na mesma conta, e as faixas de aplicação se sobrepõem.

02 Aplicações

Ventilação industrial não é um serviço só.

São problemas diferentes, com critérios diferentes. Se o seu está aqui, existe uma abordagem certa para ele.

AP-01

Despoeiramento

Poeira visível no galpão apesar do sistema instalado e operando.

Sistema completo para material particulado, da captação na fonte até a retenção. Câmaras gravitacionais, ciclones e filtros de mangas, isolados ou em arranjo, definidos pela granulometria, pela concentração e pela temperatura dos gases.

AP-02

Fumos, vapores e gases

Fumo de solda, vapor de banho ou névoa que escapa e se espalha pelo setor.

Captação e tratamento de contaminantes que não são pó, como fumos de solda, vapores de tanques e banhos, solventes e névoas. Captores, enclausuramentos e tratamento adequados ao agente.

AP-03

Ventilação geral diluidora

Ar carregado no galpão inteiro, vindo de várias fontes ao mesmo tempo.

Quando as fontes são muitas, difusas e de baixa toxicidade, o controle deixa de ser captar e passa a ser diluir. A vazão sai da massa de contaminante gerada por unidade de tempo, e não de trocas de ar por hora, que é critério de conforto e não de higiene ocupacional. Quando essas condições não existem, diluir não resolve e o caminho volta a ser captar na fonte.

AP-04

Transporte pneumático

Perda de produto entre a origem e o destino, e paradas de linha para limpeza.

Transporte de sólidos por corrente de ar entre pontos do processo. A velocidade tem duas fronteiras e as duas custam caro: abaixo da mínima o material decanta e entope a linha; acima da máxima o próprio produto se quebra, e chegar ao destino deixa de ter valor.

AP-05

Secagem de grãos

Grão desvalorizado por secagem excessiva, ou perdido por bolor.

Aqui o ar é agente do processo. Secar de menos deixa o produto sujeito a bolor e faz perder parte da safra; secar demais tira peso e valor da mesma carga. Balanço de massa e energia, verificação psicrométrica das condições de entrada e saída, chegando na umidade de armazenagem com o menor consumo térmico possível.

AP-06

Remoção de calor e renovação

Galpão insuportável no verão e renovação de ar insuficiente para a operação.

Carga térmica e renovação resolvidas por ventilação e exaustão de galpão, que custam uma fração da climatização e atendem a maior parte dos casos. Quando não atender, o estudo mostra isso com número antes de qualquer compra, em vez de depois dela.

Não sabe em qual aplicação o seu caso se encaixa? Me descreva a situação e eu te digo.

03 Formas de contratação

Nem todo caso começa por um projeto.

Boa parte das empresas que me procura não precisa de um projeto novo. Precisa decidir. Recebeu três propostas de três fabricantes, com três equipamentos diferentes, e não tem como comparar, porque cada especificação foi escrita por quem vende. Nessa hora o que resolve é um parecer independente, não uma quarta proposta.

Qualquer uma das formas percorre as mesmas cinco etapas. O que muda é a profundidade.

Entender→Analisar→Projetar→Validar→Acompanhar
  • Projeto Sistema completo, da captação ao ponto de lançamento. Em nível básico, para definir solução, orçar e decidir. Em nível executivo, com o detalhamento necessário para executar. Entrega com memorial de cálculo aberto e ART.
  • Laudo e vistoria Sistema existente que não entrega o desempenho necessário. Levantamento em campo com instrumentação, aferição de vazões e diagnóstico do que está limitando o resultado.
  • Parecer técnico Uma pergunta específica que precisa de resposta fundamentada e assinada. Para comparar propostas técnicas, para responder a um questionamento técnico com prazo correndo, ou para respaldar uma decisão interna.
  • Estudo de viabilidade Comparação de alternativas com prós, contras e ordem de grandeza de custo, antes de se comprometer com um caminho.
  • Revisão de projeto de terceiros Verificação independente do que foi projetado ou proposto por outro, antes de a obra começar e o erro ficar caro.
  • Consultoria técnica Acompanhamento de decisões de engenharia sem escopo fechado de projeto, pontual ou recorrente, para quem precisa de opinião técnica independente ao longo de um processo.
05 Dúvidas frequentes
  • Você vende os equipamentos do sistema?

    Não. Eu projeto e especifico, não forneço equipamento e não represento fabricante. Um projeto executivo é sempre construído em cima de um equipamento definido, porque dimensões, bocais e conexões precisam existir no desenho. A diferença é que a escolha é feita por critério técnico e vem acompanhada dos parâmetros que permitem substituir por um equivalente, em vez de amarrar você a uma marca por conveniência de quem projetou.

  • Preciso ter medição do particulado antes de contratar?

    Não necessariamente. A medição ajuda e encurta o caminho, mas quando ela não existe o levantamento em campo entra no escopo. O que não é aceitável é dimensionar sem nenhum dado do processo.

  • O projeto resolve a insalubridade e o adicional pago aos funcionários?

    O projeto é a medida de engenharia que reduz a exposição, que é o caminho previsto pela norma. A caracterização e a descaracterização da insalubridade dependem de laudo de higiene ocupacional feito por profissional habilitado, com avaliação por profissional habilitado. O projeto cria a condição, o laudo comprova o resultado.

  • Dá para reaproveitar a rede de dutos que já existe?

    Às vezes sim, e isso costuma reduzir bastante o custo. Mas o reaproveitamento precisa ser verificado, e não assumido: velocidade de transporte, perda de carga real e estado da rede. Reaproveitar por premissa é uma das causas mais comuns de sistema que não captura.

  • O projeto atende exigência de órgão ambiental?

    Sim. Sistema de despoeiramento quase sempre tem os dois lados, o ocupacional dentro da planta e o ambiental no ponto de lançamento. Quando existe condicionante de licenciamento com prazo, ela entra como premissa de projeto desde a primeira reunião.

  • O meu caso é fora do comum. Vale a pena te procurar?

    Vale. Boa parte do trabalho de engenharia é ir atrás do que ainda não se sabe, e eu faço isso com método e com fonte. Se o caso estiver além do que eu consigo assumir com segurança, eu digo isso na primeira conversa, e costumo conseguir indicar o caminho.

  • Você atende fora de São Paulo?

    Sim. Projeto é trabalho que se faz de qualquer lugar, e as visitas necessárias são programadas e orçadas junto com o escopo. Boa parte da indústria que precisa desse tipo de sistema não está na capital.

06 Como começamos

Traga o problema antes de trazer o escopo.

Você não precisa ter tudo pronto para me chamar. O que já existir acelera o início do trabalho, e o que faltar entra no levantamento.

Se você já tem
  • Planta baixa ou arquivo de arquitetura, em DWG se possível
  • Layout dos equipamentos e das fontes de emissão
  • Fichas técnicas dos equipamentos de processo
  • Medições de emissão ou de vazão já realizadas
  • A premissa do projeto, ou seja, o que precisa ser atingido

Tendo isso, me encaminhe e já começamos a conversa.

Se você não tem

A maior parte dos clientes não tem tudo, e isso não impede nada.

O levantamento em campo faz parte do escopo quando necessário: medição de vazões com instrumentação, identificação das fontes, verificação do que está instalado e definição das premissas junto com você.

O que não dá para fazer é dimensionar sem nenhum dado do processo. Se ninguém sabe o que é o particulado, quanto sai e a que temperatura, essa é a primeira coisa a resolver, e ela costuma ser rápida.

Fale diretamente comigo. Me descreva o que está acontecendo e eu te digo se o caso é de laudo, de revisão de projeto ou de projeto novo, antes de qualquer orçamento. Se já souber o que precisa, mande o escopo e eu retorno com uma proposta.

Gustavo Arrais Figueiredo, engenheiro mecânico responsável pela Arrais Figueiredo Conheça o engenheiro responsável →
Razão SocialG. Arrais Figueiredo Engenharia
Registro CREA-SP2831468
Responsável TécnicoGustavo Arrais Figueiredo
Telefone e WhatsApp(11) 96304-3490
AtendimentoSão Paulo e região. Projetos em todo o país.

Se o seu caso não for comigo, eu digo isso na primeira conversa.

07 Sobre este assunto
EM PREPARAÇÃO · VENTILAÇÃO INDUSTRIAL

Parece industrial, mas não funciona: anatomia de um sistema subdimensionado

Captores, dutos, ventilador e filtro estão lá, e o ar continua contaminado. O que um sistema com cara de industrial esconde quando foi dimensionado pela aparência.

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