São quatro decisões em sequência, e inverter a ordem é o que faz o orçamento barato ficar caro depois.
PT-01
Carga térmica
A conta que define tudo o que vem depois, e a que quase nunca aparece no orçamento.
Soma do calor que entra e do que nasce dentro do ambiente, hora a hora, conforme a fachada, a ocupação, a iluminação, os equipamentos e o ar externo. É uma conta de algumas horas de trabalho, e é ela que evita comprar capacidade a mais ou a menos pelos próximos quinze anos.
PT-02
Escolha do sistema
Split, VRF, água gelada ou self. A decisão vem depois da carga, nunca antes.
Cada sistema resolve bem um tipo de situação. O que decide é a quantidade de ambientes com uso diferente, o horário de funcionamento de cada um e o espaço disponível para equipamento e rede. Escolher o equipamento antes de calcular inverte a ordem, e a conta chega depois, em obra ou em energia.
PT-03
Distribuição do ar
O equipamento pode estar certo e o ambiente continuar desconfortável.
Capacidade instalada não é conforto entregue. Posição de insuflação e retorno, alcance do jato e ruído decidem se o ar chega onde a carga está sem incomodar quem trabalha embaixo da grelha. É a diferença entre um ambiente confortável e um ambiente apenas frio.
PT-04
Acesso e manutenção
O equipamento é instalado uma vez e mantido por mais de uma década.
Filtro para trocar, serpentina para limpar, dreno para desentupir e condensadora para ventilar. Projeto sem espaço previsto para isso vira manutenção cara ou sistema abandonado. A Lei 13.589/2018 exige plano de manutenção em ambiente climatizado de uso coletivo, e esse plano depende de acesso decidido no projeto.